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Lousada: 58 Bombeiros Exigem Demissão do Comandante

em Sex Abr 18 2014, 22:16
58 bombeiros de Lousada exigem a demissão do comandante Miguel Pacheco e ameaçam passar ao quadro de inactividade se esta pretensão não for aceite. O conflito entre os bombeiros e o comandante nomeado em Dezembro de 2012 já levou à queda da direcção e pode, segundo o presidente da Assembleia-Geral, José Santalha, colocar em causa o socorro à população do concelho Lousadense.

Conflito arrasta-se há várias semanas

Ao que o VERDADEIRO OLHAR apurou, o conflito entre bombeiros e comandante agudizou-se quando Miguel Pacheco propôs para adjuntos de comando dois nomes que não mereciam a confiança do corpo activo. Um desses nomes é o do actual funcionário da secretaria e ex-adjunto de comando.

Para mostrar o seu desacordo, 58 dos cerca de 90 bombeiros que compõem o corpo activo assinaram uma carta que, há três semanas, foi enviada à direcção. Nessa missiva, os voluntários criticavam a "má organização" da corporação, denunciavam o tratamento dado aos bombeiros, contestavam as escolhas para adjuntos do comando e exigiam o afastamento do funcionário ao serviço na secretaria do comando. "Foi escrito que se não fossem satisfeitas estas condições, os 58 bombeiros pediriam a passagem ao quadro de inactividade e não fariam qualquer serviço", revela uma fonte contactada pelo VERDADEIRO OLHAR.

Entretanto, realizou-se uma reunião entre a totalidade do corpo activo, o comandante e o presidente da direcção que terminou de forma inconclusiva. Uma nova reunião, apenas entre uma delegação de bombeiros e a direcção, ocorreu na quarta-feira da semana passada. No final, o presidente José Tavares prometeu uma decisão para dois dias depois. No entanto, já nesta segunda-feira, os sete directores apresentaram a demissão do cargo. "Há um diferendo entre o corpo activo e o comandante e a direcção viu-se impotente para resolver o problema. Por isso, decidimos colocar o lugar à disposição", revela o presidente demissionário. José Tavares declara também que a "direcção estava dividida" entre apoiar ou demitir Miguel Pacheco, um comandante "que não é bombeiro de carreira e que teve algumas dificuldades". "Os bombeiros sentiram que algumas decisões estavam a prejudicar a corporação e tomaram esta posição. Eu era a favor da demissão do comandante, mas outros directores não eram", acrescenta José Tavares.

Também o presidente da Assembleia-Geral confirma que "houve um grupo substancial de bombeiros que solicitaram a demissão do comandante", mas que este entendeu "que não se devia demitir". "Perante este problema a direcção decidiu demitir-se", descreve.

José Santalha acrescenta que, neste momento, está a analisar o pedido da direcção, mas avança que a hipótese mais provável passará pela aceitação da demissão e marcação de eleições, que nunca acontecerão num período de tempo inferior a "dois, três meses".

Para Santalha, Miguel Pacheco "não tem condições para continuar como comandante" e o arrastar desta situação coloca em causa o socorro à população do concelho. "Tenho a certeza que se todos os bombeiros que subscreveram a carta passarem ao quadro de inactividade, o socorro em Lousada fica em perigo", refere.

O VERDADEIRO OLHAR sabe que, após uma reunião entre uma delegação de bombeiros e o presidente da Assembleia-Geral realizada na última terça-feira, algumas cartas a pedir a suspensão da actividade já começaram a chegar ao quartel de Lousada.

Até ao fecho desta edição não foi possível contactar Miguel Pacheco.

Perfil do comandante

Miguel Ribeiro Pacheco, então com 50 anos, foi nomeado comandante dos Bombeiros Voluntários de Lousada em Dezembro de 2012. Natural da Ordem, uma freguesia Lousadense, Miguel Pacheco fez toda a carreira na GNR, tendo sido comandante do posto de Lousada e alcançado a patente de sargento-mor. Entretanto, abandonou esta força de segurança para liderar a Polícia Municipal de Paços de Ferreira, posto que continua a ocupar.

Sem nunca ter sido bombeiro, foi uma escolha da direcção da Associação Humanitária Lousadense que gerou dúvidas e que, agora, é fortemente contestada.
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