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Suspeito de incêndio em Penacova confessa o crime

em Qui Jun 09 2016, 17:32
Suspeito de incêndio em Penacova confessa o crime Fogo consumiu cerca de 140 hectares de floresta. 


Um homem de 56 anos acusado de ser o autor de um incêndio em agosto de 2015 que consumiu cerca de 140 hectares de floresta em Penacova, distrito de Coimbra, confessou esta quinta-feira o crime, no início do julgamento. O arguido, pedreiro de profissão, mas que se encontrava desempregado, confirmou os factos presentes na acusação do Ministério Público, referindo que a 10 de agosto de 2015 criou um foco de incêndio numa mancha florestal perto da sua casa, em Penacova. O incêndio acabaria por ser apenas declarado extinto a 12 de agosto, depois da intervenção de diversos meios, nomeadamente aéreos. Na primeira sessão do julgamento, o homem, que mostrou estar arrependido, referiu que estava alcoolizado e "perturbado mentalmente" aquando do crime, tendo andado em consultas no Centro Hospitalar Psiquiátrico Sobral Cid, em Coimbra. Após ficar desempregado, o arguido embriagava-se "quase todos os dias" e sentia-se "só", visto que a mulher ausentava-se de casa para trabalhar como empregada doméstica, contou. A 10 de agosto, o homem confessou que saiu de casa com o intuito de atear o fogo, mas não conseguiu explicar ao coletivo de juízes o porquê de o ter feito. "Faço essa pergunta a mim próprio e não sei responder. Não sei explicar", salientou. O arguido, preso preventivamente no Estabelecimento Prisional de Aveiro, mostrou ainda disponibilidade para ser internado ou receber acompanhamento médico. A procuradora do Ministério Público, durante as alegações finais, pediu pena efetiva de prisão para o homem acusado de um crime de incêndio agravado (punível com pena de três a 12 anos). "Não é compreensível que este tipo de crime não tenha uma adequada pena", referiu. Já a defesa alegou que o arguido é uma "pessoa educada, familiarmente inserida, que padece de uma doença" e que "confessou os factos". "Perante o arrependimento, perante a confissão, perante a vontade em ressarcir, a pena deve ser suspensa", sublinhou, considerando que "dessa forma se fará justiça e se contribuirá de forma positiva para a reinserção de uma pessoa". A leitura da sentença ficou marcada para dia 24.
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