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Proteção Civil Bombeiros preocupados com dificuldades de socorro na linha do Douro

em Qui Nov 06 2014, 16:42
Proteção Civil Bombeiros preocupados com dificuldades de socorro na linha do Douro
A avaria de um comboio de mercadorias, ocorrida hoje no túnel de Caíde, na linha do Douro, devia "servir de aviso" para as "dificuldades" de socorro em caso de acidente grave, alertou o comandante dos bombeiros de Vila Meã.


PAÍS


"Esta é a situação mais preocupante e grave que temos em toda a região [do Tâmega e Sousa] em termos de proteção civil", avisou o comandante Albano Teixeira.
Em declarações à Lusa, disse ter a certeza que haverá "muitas dificuldades" no socorro se um dia houver uma ocorrência grave no interior daquele túnel, como um incêndio envolvendo um comboio de passageiros.
A situação mais alarmante, destacou Albano Teixeira, é o facto de não haver acessos por estrada às bocas do túnel, o que obrigaria os bombeiros a percorrer a pé centenas de metros para chegarem à infraestrutura.
Essa situação, observou, dificultaria e atrasaria o transporte do material, o socorro às vítimas e a evacuação dos eventuais feridos.
O túnel, com 1.086 metros de extensão, também é demasiado estreito, havendo apenas cerca de um metro a separar os comboios das paredes laterais da infraestrutura.
"O trabalho dos bombeiros em caso de acidente no interior do túnel seria muito difícil", insistiu.
A inexistência de comunicações no túnel é outra preocupação do comandante.
Albano Teixeira disse à Lusa que a gravidade da situação tem sido identificada pelos bombeiros junto dos serviços de proteção civil, mas até hoje "ninguém fez nada para alterar o cenário".
Recentemente, também o presidente da Câmara de Lousada, Pedro Machado, em declarações à Lusa, alertou para as questões de segurança naquela linha férrea, sobretudo o túnel de Caíde, frisando ser muito difícil à proteção civil concelhia acudir às consequências de um eventual acidente.
Em janeiro, também o comandante dos bombeiros do Marco de Canaveses disse à Lusa estar preocupado com a insuficiência de meios para acorrer a uma eventual situação de descarrilamento de um comboio de passageiro na Linha do Douro.
"É sempre uma situação que nos confere um bocado de dificuldade, porque não temos os meios apropriados na eventualidade de existir um acidente para atender a uma situação dessas", afirmou Sérgio Silva.
A posição do comandante ocorreu a propósito de um descarrilamento naquele concelho, nas proximidades da estação do Juncal.
Para Sérgio Silva, se o acidente tivesse envolvido uma composição de passageiros da CP, provocando um elevado número de feridos, os bombeiros teriam dificuldade, por não contarem com meios suficientes.
Sobre a matéria, a Refer comunicou à Lusa que a empresa "dispõe de planos de segurança para a infraestrutura ferroviária nos quais, naturalmente, está incluído o Túnel de Caíde".
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