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Trabalhar em horários «anti-sociais» envelhece o cérebro

em Ter Nov 04 2014, 13:41
Trabalhar em horários «anti-sociais» pode envelhecer o cérebro prematuramente e diminuir a capacidade intelectual, de acordo com cientistas das universidades de Toulouse (França) e Swansea (País de Gales).


O estudo, publicado na revista Occupational and Environmental Medicine, afirma que dez anos de jornadas de trabalho instáveis envelhecem o cérebro em mais de seis anos.

Na pesquisa, depois de as pessoas pararem de trabalhar em horários alternados, houve recuperação, mas o cérebro demorou cinco anos para voltar ao normal.
Os efeitos nocivos de trabalhar contra o relógio biológico, de cancro da mama à obesidade, já eram conhecidos. O relógio interno do corpo é projectado para que as pessoas estejam activas durante o dia e durmam à noite.
Mas agora este novo estudo explora o impacto também sobre a mente. O cérebro naturalmente perde a sua capacidade à medida que envelhecemos, mas os investigadores disseram que trabalhar em turnos anti-sociais acelera o processo.
Três mil pessoas em França foram submetidas a testes de memória, velocidade de pensamento e capacidade cognitiva. Quem havia trabalhado mais de dez anos em turnos instáveis obteve resultados comparáveis a uma pessoa seis anos e meio mais velha.
«Houve uma perda significativa na função cerebral. É provável que as pessoas cometam mais erros e deslizes ao tentar executar tarefas cognitivas complexas. Talvez uma em 100 cometa erros com consequências importantes, mas é difícil medir a diferença que isso faz no dia-a-dia», disse Philip Tucker, que integrou a equipa de pesquisadores em Swansea.
Com base nos resultados, disse que evitaria trabalhos nocturnos «se possível», mas observou que estes turnos são um «mal necessário» do qual a sociedade não pode prescindir.
«Há maneiras de mitigar os efeitos na forma como você planeia os horários de trabalho. Além disso, check-ups médicos devem incluir testes de desempenho cognitivo para despistar sinais de perigo», indicou.
Michael Hastings, do laboratório de biologia molecular da organização britânica Medical Research Council, disse à BBC que «a possibilidade de reverter o quadro é uma descoberta muito animadora».
«Não importa o quão comprometida uma pessoa esteja, há sempre esperança de recuperação», disse. «Ninguém havia demonstrado isso.»

Porém, Derk-Jan Dijk, do Centro de Sono de Surrey, observou que, noutras pesquisas, reformados que costumavam trabalhar de madrugada ainda tinham um sono pior do que pessoas que nunca tinham trabalhado em horários insalubres.
«Ou seja, alguns desses efeitos podem não ser tão facilmente ou rapidamente revertidos.»
Para Hastings, os resultados da pesquisa podem ter implicações para o tratamento de demência, conhecida por prejudicar os padrões de sono de forma semelhante ao trabalho por turnos.
«É improvável que possamos reverter a neuro-degeneração apenas mantendo o ciclo vigília-sono o mais sólido possível. Mas pode-se melhorar uma das suas consequências», explicou.
«Em casas de repouso, uma coisa que pode fazer para ajudar (os pacientes) é estabelecer uma rotina diária. Eles precisam de claridade durante o dia, descanso à noite e medicação apropriada, como a melatonina antes de dormir.»
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