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Re: Testemunhas dizem que suspeito de incêndios tentou influenciá-las

em Sex Out 17 2014, 22:57
[size=34]Testemunha garante ter estado com suspeito na noite dos incêndios[/size]
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MP pediu a instauração de um inquérito para averiguar a eventual prática de um crime de falsas declarações.

Uma amiga dos suspeitos da autoria dos incêndios da Serra do Caramulo garantiu esta sexta-feira que estava com um deles na praia fluvial à hora em que terá sido ateado o primeiro foco, em Alcofra, no concelho de Vouzela.

O depoimento de Bruna Alexandra era aguardado desde a primeira sessão do julgamento de Luís Patrick e Fernando Marinho, que estão acusados de, na noite de 20 para 21 de agosto de 2013, terem andado de mota pela serra a atear vários focos de incêndio. Na semana passada, Luís Patrick disse ser inocente e contou que, no dia 20 de agosto, esteve com Fernando Marinho até cerca das 20h00 e depois se cruzou com ele mais tarde, quando ia a sair da praia fluvial de mota com a Bruna, e o amigo estava a chegar.

Várias contradições entre a versão de Bruna Alexandra (ouvida por videoconferência) e as que tinham contado Luís Patrick e algumas testemunhas levaram o juiz presidente a alertá-la para as consequências de mentir. Como Bruna Alexandra optou por não corrigir o que tinha declarado, o procurador do Ministério Público pediu a instauração de um inquérito para averiguar a eventual prática de um crime de falsas declarações. O juiz determinou então a instauração do procedimento criminal, tal como já tinha feito na segunda-feira relativamente a um primo de Luís Patrick.
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Re: Testemunhas dizem que suspeito de incêndios tentou influenciá-las

em Sex Out 17 2014, 21:54
Negada Perícia Psiquiátrica a um dos Suspeitos de Incêndio mortal do Caramulo

O coletivo de juízes que está a julgar na secção de proximidade de vouzela, os dois suspeitos de terem ateado o incêndio no Caramulo, onde morreram quatro bombeiros, negou esta sexta-feira um pedido de avaliação psiquiátrica ao arguido Fernando Marinho, de 21 anos, tal como pretendia o seu advogado.

O pedido surgiu após o testemunho de uma professora que deu aulas ao arguido há dez anos. Isabel Ferreira declarou que, na altura, Fernando apresentava dificuldades de aprendizagem e que não era apoiado pela família. " Se os colegas pensassem em fazer alguma coisa, ele também ia" , acrescentou.

No seguimento destas declarações e com base no relatório social, o mandatário de Fernando Marinho fundamentou um requerimento no sentido de ser feira uma perícia psiquiátrica ao arguido para determinar o grau de imputabilidade.

O procurador do Ministério Público considerou que Fernando manteve sempre durante a audiência um discurso " coerente". Acrescentou que, de acordo com o relatório social, o arguido tem uma uma personalidade imatura e influenciável e com uma estrutura emocional frágil, "mas dispondo capacidade para distinguir o lícito do ilícito", argumentou, na mesma linha do que disse o presidente do coletivo de juízes, que indeferiu o pedido
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Testemunha de alegado incendiário do Caramulo alvo de inquérito por falso testemunho

em Ter Out 14 2014, 20:30



Rui Teixeira, primo de Patrick, um dos alegados incendiários do Caramulo, onde no verão de 2013 morreram quatro bombeiros, testemunhou esta terça-feira na secção de proximidade de Vouzela, mas o Ministério Público mandou instaurar um inquérito por suspeita de um crime de falso testemunho.
O familiar do arguido, emigrado no Luxemburgo, contou que na noite de 20 de agosto, quando os fogos foram ateados (registo do incêndio dado às 23.54 horas), esteve pouco antes da meia noite no café Barbeiro, com Patrick e que este até estava acompanhado por uma amiga com quem manteria "um namorisco de verão", declarou ao tribunal.

As declarações não mereceram credibilidade, uma vez que na terça-feira o casal dono do referido café, assim como o filho, afirmaram que a essa hora já tinham encerrado o estabelecimento, por falta de clientes. Além disso, foram ver o incêndio que já deflagrava.

Rui Teixeira, apesar de advertido pelo juiz duas vezes, não alterou o depoimento. "Posso estar a enganar-me nas horas mas não vinha mentir", afirmou a testemunha. Depois de detetar outras incongruências, o Ministério Público decidiu abrir inquérito a Rui Teixeira por suspeita de um crime de falso testemunho. O presidente do coletivo de juízes mandou extrair certidão do processo e remeter para o Ministério Público de Viseu.

O crime em causa é punível até 5 anos de prisão ou 600 dias de multa.

Patrick Teixeira, de 29 anos e Fernando Marinho, de 21, estão a ser julgados por um crime de incêndio florestal, 4 crimes de domicílio qualificado, 13 de ofensa à integridade física qualificada. O primeiro arguido responde também por um crime de condução sem habilitação legal.

O julgamento prossegue na sexta-feira, às 9.30 horas.
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Testemunhas dizem que suspeito de incêndios tentou influenciá-las

em Seg Out 13 2014, 22:27
Um dos suspeitos terá pedido às testemunhas que confirmassem álibi.

Duas testemunhas admitiram esta segunda-feira ter sido contactadas por um dos acusados da autoria dos incêndios na Serra do Caramulo e influenciadas a dizer que estiveram com ele na noite de 20 de agosto de 2013.

Na tarde do terceiro dia de julgamento, que decorre em Vouzela, foram ouvidas Tânia Simões e Inês Araújo. Ambas faziam parte do grupo de amigos de Luís Patrick e Fernando Marinho que, em tempo de férias, habitualmente se encontrava à noite no café e na praia fluvial de Alcofra.

Na semana passada, Luís Patrick assegurou estar inocente, negando ter andado com Fernando Marinho numa mota a atear focos de incêndio na serra, na noite de 20 para 21 de agosto. Já Fernando Marinho disse que, depois de terem estado com amigos na praia fluvial a consumir bebidas alcoólicas, foram de mota para a serra, tendo Luís Patrick ateado os incêndios de Alcofra e de Meruge e ele o de Silvares (seis focos que se juntaram num só incêndio), depois de incitado pelo amigo.

Luís Patrick e Fernando Marinho estão acusados, em coautoria, de um crime de incêndio florestal, de quatro homicídios qualificados e de 13 de ofensa à integridade física qualificada. Sobre o primeiro recai também a acusação de condução sem qualificação legal.
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Re: Testemunhas dizem que suspeito de incêndios tentou influenciá-las

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